O pior na pesquisa da Quaest, divulgada hoje, quarta-feira (15), para o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), não é o placar de 45% versus 37% a favor de Lula no segundo turno.
O que mais preocupa o bolsonarismo é o quesito rejeição. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados, em um universo de 2004 pessoas, disseram que não votariam em Flávio. Em Lula, 50%.
Outro ponto é que a aprovação ao governo Lula 3 superou a desaprovação. Em relação ao vídeo de Michelle Bolsonaro, que ela diz que foi desrespeitada pelo enteado, 45% afirmam que a madrasta "agiu corretamente".
Se a tendência continuar, principalmente no tocante à rejeição, diria até repulsa ao nome do número 1, a possibilidade de uma desistência não pode ser literalmente descartada.
Os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), representantes da terceira via da direita, estão comemorando a enquete mais do que o lulismo. Acreditam em uma debandada do eleitorado de direita, incluindo muitos bolsonaristas, em direção as suas campanhas.
Concluo dizendo que é triste ter uma eleição onde não se discute os problemas do Brasil, que são graves. Que tem uma odienta polarização com dois presidenciáveis com altíssima rejeição.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.

PS (1) - Essa rejeição de 57% ao presidenciável Flávio Bolsonaro é mais um motivo que fortalece a opinião de que a presença do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção partidária que vai homologar o nome de ACM Neto à sucessão estadual não é aconselhável.
PS (2) - A expectativa fica por conta de João Roma, dirigente-mor do PL da Bahia e postulante a uma vaga ao Senado pela majoritária encabeçada por Neto, de como vai reagir diante de um chega pra lá no colega de partido.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA,15 DE JULHO DE 2O26.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.