Estou convencido de que a banda podre que envolve o mundo da bola entrou de sola na atual Copa do Mundo. Houve de tudo um pouco, embora a paixão do incauto torcedor não permita mergulhar no submundo das maracutaias futebolísticas. Para esses, o ontem é coisa do passado, as próximas rodadas é o que de fato interessa, daí a eterna memória curta.
Volto a bater forte no mafioso Infantino, de aspecto tinhoso e nada confiável, mas sempre disposto a caminhar lado a lado com os poderosos, no caso específico, Donald Trump. Como justificar que um certame contando com a participação de três países - México, Canadá e Estados Unidos - termine por beneficiar acintosamente este último?. A distribuição dos jogos teria de ser feita de forma justa, proporcional. Se Canadá e México se dispuseram a aceitar tais condições - o que não acredito -, entraram pelo cano solenemente.
O lucro exorbitante dos Estados Unidos com a Copa tem tudo a ver com a participação de Infantino.
A coisa é tão boa que já bateram o martelo com a participação de 64 países em 2030. Enquanto Portugal, Espanha e Marrocos irão sediar a maior parte dos jogos, Uruguai, Argentina e Paraguai ficarão com as partidas inaugurais. Verdadeiro prêmio de consolação para calar a boca do futebol sulamericano. Como até lá muita água vai passar por debaixo da ponte, resta a expectativa de que as coisas mudem para melhor.
A Argentina, como bola da vez, nada tem a reclamar. Como o sistema é bruto, a próxima vítima será a excelente seleção espanhola, mesmo praticando o melhor futebol, com toques precisos e refinados. Javier Milei está rindo à toa.
E que a Inglaterra, pela covardia em campo contra a Argentina, termine em 4° lugar.
Sobre o autor
(*) Jorge Braga Barretto - Soteropolitano, Perito Criminal emérito da Polícia Civil da Bahia, Bacharel em Direito, admirador de Brizola, Fidel, Lula, Che e Waldir. Rubro-negro das antigas, autor de diversos artigos publicados no jornal A Tarde (Espaço do Leitor), no site O Servidor e no Portal de Notícias Página de Polícia.
• Posicionamento combativo crítico e engajado, com forte apelo moral e social.
• Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia e crítica.
Contato: jbbarretto@gmail.com
Coluna Jorge Braga Barretto/O SERVIDOR, acesse e acompanhe suas últimas publicações:
(*) Publicado no Jornal A Tarde, (Espaço do Leitor), edição de 18.07.2026